10 maio 2008

Retrospectiva GC #14- Zelda: Wind Waker



Com o sucesso mundial de Ocarina of Time, logo fizeram sua sequência, a não tão bem recebida Majora's Mask. Mas na Spaceworld 2000, aonde o Game Cube foi apresentado pela primeira vez, se mostrava um Link com gráficos incríveis lutando contra um Ganondorf. Mas o todo detalhado Link deu o fora para dar lugar ao mais novo herói, um Link totalmente feito em Cel shading e com visual de criança. Os fãs estavam chocados: não teriam uma aventura do calibre de Ocarina, tudo bem, mas transformar a série em algo infantil já era demais.

Graças a Miyamoto, Zelda: Wind Waker saiu para o Game Cube em 2003 e provou ser um excelente jogo. Não só era extremamente artístico, como tinha uma qualidade visual que poucos conseguem superar ou igualar nos dias de hoje. A fórmula ainda continua, você ainda vai passar por inúmeras Dungeons para fazer seu caminho até a Master Sword e finalmente poder derrotar Ganon. Diferente do que todos pensam, o jogo mantém fielmente o script de Ocarina. Temos um Ganon, temos um Link, uma Zelda...temos até mesmo a Triforce de volta! Tudo isso se coloca em uma jogabilidade primordial e uma ótima trilha sonóra.

The Legend of Zelda: The Wind Waker Various

A jogabilidade tira proveito do controle do Game Cube. Com um controle mais esperto, Link se move com uma facilidade e precisão incrível. Para se utilizar dos itens todos, três botões são utilizados como estandarte. Todos esses itens são incríveis e servem para se fazer alguma coisa em um mapa tão grande. A maior diferença de Wind Waker e seus irmãos é o território por onde Link se aventura. Dessa vez, em vez de uma porção de terras e montanhas, temos um Mar enorme para explorar. Tudo isso com a fórmula cheia de segredos de Zelda, e sem nenhum período de Loading para enxer o saco na aventura.

Os gráficos são competentes assim como são lindos. Os efeitos utilizados para o fogo e a água são para lá de artísticos, e não coseguiram ser comparados até hoje. O céu que passa por trás da sua aventura inteira parece estar vivo. Ocorrem tempestades, sejam garoas ou torós, temos um clima de sol, o por deste mesmo e muitas outras coisas que transmutam-se de detalhes para uma linda ferramenta visual incomparável. Apesar de termos um Overworld tão grande, toda a atenção é focada nas Dungeons. Elas não decepcionam, de modo algum: são grandes, detalhadas, cheias de segredos, nos presenteia com um item e nos joga contra um chefe gigantesco no final. Só podia ser Zelda.


The Legend of Zelda: The Wind Waker Various

Este jogo representa uma pura ousadia da Nintendo em experimentar diversas mecânicas diferentes na franquia Zelda. É a primeira vez que Link pode dar uma de Solid Snake e usar Stealth para fugir de inimigos. Claro que não é tão bem executado como em Metal Gear solid, mas olhando como um Extra da obra, é muito bem vindo. Dessa vez também os minigames ficam um pouco mais interativos. Eles estão espalhados em inúmeras ilhas e mudam a mecânica de jogo completamente. Em algum deles você vai ter que usar o canhão para acertar objetos a distância, e em outros, seguir uma menina sem ser descoberto para ganhar um Piece of Heart.

O jogo não se chama Wind Waker por motivo nenhum. Controlar o vento é tão crucial quanto controlar o tempo. Para mover seu barco, que não tem motor, Link precisa navegar na direção do vento, tendo que mudar toda vez que precisar tomar uma rota diferente. Para mudar o vento, o sistema é muito parecido com o da Ocarina, e é tão eficaz quanto ela. Mas o Wind Waker não faz só isso: dá para mudar de dia para noite também e várias outras coisas que é legal descobrir jogando.

The Legend of Zelda: The Wind Waker Various

Zelda é sempre um Game completo e Wind Waker tem tanto a oferecer quanto qualquer outro. Você ainda tem que procurar o caminho para achar os incontáveis Pieces of Heart do jogo. As cidades tem pessoas que respiram, andam, olham e vivem. Cada uma com sua história, Wind waker seguiu Majora's Mask em dar uma mini quest para cada um dos habitantes desse mundo enorme. Quando eles não tem uma missão para você, com certeza passam uma boa dose de informação que não cansa ninguém. Wind Waker é um prato cheio.

O personagem principal é Link, mas o cara mais útil nesse meio todo é o famoso King Of The Red Lions: seu barco. Não só ele é a Navi deste jogo, como também faz parte do enredo da trama de uma forma inesperável. Não vou contar aqui, mas ele mais tarde vai se revelar como uma figura conhecida por todos nós. Não dá para negar, Zelda é Zelda e a história se repete quase sempre. Mas em Wind Waker, as coisas tomam uma rota completamente diferente. Dessa vez, Zelda tem sua Triforce e Ganon também. Quem tem que re-descobrir os poderes do triângulo juntando as oito partes do mesmo é você. Mas não se engane, ainda tem muito aguardando por você para transformar essa aventura em algo de outro mundo.

The Legend of Zelda: The Wind Waker Various

Link está carismático como nunca, dessa vez, dá para solucionar alguns Puzzles só notando o olhar de egueio do verdinho. E tem tanta coisa para se descobrir, que sua quest vai passar das 100 horas de jogo antes mesmo que você perceba. São tantas coisas diferentes para se fazer, e o jogo alcançou um primor excelente na hora de balancia-las, que parece que sempre tem algo mais para se fazer toda vez que você liga o jogo. Só faltou mesmo um computador para acessar o Gamer Nintendo lá de Hyrule...

Em aspectos tecnicos, o Game roda a 60 frames por segundo, com raras quedas. Além disso, uma aventura tão grande e sem nenhum Loading nem parecia algo possível quando jogavamos no PS2. A trilha sonóra não é tão primordial quanto a de Galaxy, mas é embalante e encaixa na obra perfeitamente. Não é tudo novo, temos as versões antigas de outras músicas já famosas da série. Se eu puder destacar um ponto alto do Game, seria a luta contra o último chefe. Nunca vi um cenário tão poético e lindo misturado com uma batalha contra seu pior inimigo. Coisa de gênio.

The Legend of Zelda: The Wind Waker Various


A avaliação Gamer Nintendo:

Wind Waker é um daqueles Games que você se apaixona sem querer. Gráficamente lindo, trilha sonóra bacana e coisa para se fazer durante anos. Hyrule nunca pareceu tão viva e cheia de cor. Link pode ter tido seus dias de glória no Nintendo 64, mas a aventura do Game cube é algo do mesmo calibre. Não espere encontrar algo tão inovador quanto você encontrou no 64, mas pode ir a procura do jogo que a diversão é garantida. Por trás de tanto Cel Shading tem um coração verdadeiramente Zelda, pode confiar.

Um comentário:

Léo disse...

Ótimo trabalho Tobi ^^
Agora vai descansar que dois reviews tão perto um do outro não são pouca coisa xD